Só porque já dei um ar da minha gracinha quando era bébé, o pessoal acha que tenho que vir aqui todos os dias fazer o report do que se passa! Ora só agora é que aprendi a ladrar decentemente, quanto mais a escrever. Bom, mas já que insistem, hoje conto o que se passou a seguir à minha adoção por uma família não canina.
Como contei antes, estava cheio de fome e medo do que me pudesse acontecer. Dei uma volta pelo jardim, encontrei grades num portão que dá para a rua e vai daí pensei: "porque não ir pesquisar para ver se encontro alguém por aqueles lados?" E fui. No passeio vinha um senhor com 3 animais da minha espécie, todos bem gordinhos e seguros pela mão do mesmo.
Juntei-me a eles, mas a reação foi desanimadora: o dono deles pegou em mim e começou a chamar em voz alta "ó vizinha, venha cá que o seu cãozinho vai morrer atropelado". É claro que não apareceu ninguém, porque nessa altura eu ainda não tinha donos. Então ele voltou a pôr-me dentro do jardim um pouco mais longe do portão para ver se eu não ia novamente naquele sentido, porque se fosse, pequeno como era e com o trânsito que por ali há, era uma vez um Othelo!
Sobrevivi e encontrei os meus donos como vos contei antes. Mas a fome era já muita e eles não tinham daquela comidinha que é suposto darem aos cachorrinhos da minha idade. Que fazer? Talvez ele goste de leitinho e vai daí deram-me leite magro que é do que a casa gasta. E eu bebi, que remédio, estava com fome e sede. Então e depois, onde é que ele fica? Ainda hesitaram uns bons dias até decidirem que ficavam comigo, e durante esse tempo fiz os possíveis por me portar bem, mas já se sabe, só com pouco mais de um mês não se podia esperar muito nesse capítulo!
Entretanto foram comprar comida a sério e enchi a barriguinha. Não fiz mais nada durante bastante tempo, dormi, comi e brinquei. Ainda hoje é o que mais gosto de fazer, então se for brincar com os meus donos, estou no céu...
Sem comentários:
Enviar um comentário